Originalidade, Autenticidade, criatividade e looks ousados carregados de atitude foram as propostas do Authentic Fashion. O evento, que aconteceu no último sábado (28), na Vila Cultural Cora Coralina, no Centro de Goiânia, apresentou produtos de lojas e estilistas da capital, que normalmente não participam de desfiles de moda na região.
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"A ideia partiu da professora Sabrina, do curso de eventos, na matéria Produção de Eventos e Desfile. Para podermos concluir, teríamos que produzir um desfile e escolhemos como tema moda alternativa.", diz Andrezza Oliveira 21 anos, estudante de eventos, uma das organizadoras do Authentic Fashion.
O evento contou como apoio de food trucks, marcas de roupas da capital, apresentações musicais e o apoio da SEDUCE (Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte) que cedeu o espaço físico para a realização do desfile. De acordo com os organizadores do evento, esse tipo de apoio é muito importante pois passa uma credibilidade maior ao evento.
"Eu tô achando maravilhoso. Porque a gente poder comentar a economia criativa, essa questão do alternativo é muito interessante. Por mais que seja um trabalho de faculdade vai fazer um borburinho ali na economia.", comenta a publicitária de 22 anos, Lorraine Ketlyn. "Eu acredito que as pequenas lojas venderem para pequenos grupos de interesse é o futuro. Acho que cada vez mais devemos nos vestir diferente. Chega de produção em massa.", ela completa.
Bastidores do desfile
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Nos bastidores, a ansiedade era vista nos rostos dos modelos. Alguns nunca haviam modelado ou desfilado para nenhuma marca. "Nós tivemos um ensaio básico aqui, mas somos livres para andarmos como quisermos. A exigência é andar devagar, sorrir bastante e fazer umas poses, mas no geral, é mais livre.", conta a estudante de jornalismo Thaís Muniz, que também comenta a sua experiência nas passarelas ainda nos bastidores. "Tô adorando essa experiência. Espero poder participar mais vezes por que eu amei esse meu dia de princesa. Por enquanto, eu ainda não estou nervosa, mas acho que quando chegar mais gente, eu vou ficar um pouquinho.".
A estudante de jornalismo e modelo, Thaís Muniz.
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Entre tantas mulheres, o modelo Daniel Lopes (25), já se diz acostumado com a predominância da presença feminina nas passarelas e a afirma que no mundo na moda as mulheres tem uma presença comercial muito bem estabelecida. Perguntado se existe preconceito com homens que modelam, ele responde sem exitações: "Sempre tem, né? Porque é uma sociedade machista. Se você modela, já generalizam: você é gay. Mas e se eu fosse? Mas e se eu for? O mundo da moda é um mundo hétero, é um mundo homo, é um mundo sem gênero. E é assim que deveria ser. Mas sim, há preconceito, de pessoas machistas tentando menosprezar nossa proposta."
O modelo Daniel Lopes, de 25 anos.
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O evento que contava com a participação de 400 convidados foi só elogios. O público-alvo foram pessoas autênticas, criativas, ecléticas e flexíveis. Geralmente amantes de evntos de cultura, lazer e moda. "Tá muito bem organizado mesmo. Muito tranquilo. E eu acho ótimo esse tipo de evento. Em Goiânia tá começando agora essa discussão sobre moda alternativa e acho bem importante para conhecer o outro lado. Goiânia não é só sertanejo!", comenta a estudante de cinema, Nikolly dos Santos.
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Segundo os organizadores, a equipe técnica teve dois meses para fazer a gestão do projeto, definir o conceito e ir atrás dos patrocinadores. Essa foi a primeira edição do Athentic Fashion e eles pretendem aumentar a capacidade para atingir mais pessoas nos próximos anos. Incentivando mais a cultura alternativa na capital goiana.





Autenticidade é tudo! <3
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